sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A história do homem que só consegue usar roupas femininas

Essa é a história de Marcelo de Oliveira, uma história emocionante e cheia de sofrimento.
Foi transcrita exatamente como ela é sem alterar dado algum. confira na íntegra:
“Mataram meu pai quando eu tinha nove anos. Eu era o caçula de seis filhos, o único homem. Minha mãe, sem dinheiro nenhum, passou a me vestir com a roupa das minhas irmãs.”
“Você é gay?”
“Não, sempre adorei mulher. Tenho dois filhos, fui casado duas vezes, tenho namorada. Já fiz tratamento com psiquiatra, mas não adianta: se me visto como homem, me deprimo demais.”
“Já tentou usar roupas de homem?”
“Quando eu tinha 13 anos, minha mãe se casou de novo e pôde me comprar roupas masculinas. Eu chorava muito, nem comia. Pegava calcinha, sutiã, vestido das minhas irmãs, levava tudo para o mato e vestia escondido. Apanhei muito da mãe por isso.”
“O preconceito é grande?”
“Quase morri uma vez. Me quebraram duas pernas, um braço, quatro costelas e o osso do queixo. O povo me xinga de bicha, de travesti, de tudo que é coisa. Quando chego em casa, me dá uma tristeza… Eu nem saio à noite, não vou a bar nenhum.”
“Você faz o quê?”
“Sou tratorista, trabalho na terra. Uso calça e camisa no serviço, mas por baixo visto calcinha e sutiã. Sou feliz usando roupa de mulher, mas seria muito melhor se me aceitassem.”
“Preciso perguntar sobre a Copa…”
“Não gosto de jogar bola, não gosto de time nenhum, nunca gostei de futebol. Mas Copa do Mundo é diferente: vou torcer porque, para o meu país, eu torço sempre.”
Marcelo de Oliveira, em Sabino (SP)
**Entrevista que realizei há exatos dois anos – e que o Facebook me lembrou hoje – durante o projeto Na Beira da Copa. Nossa expedição cruzou o país para mostrar como o Brasil distante das cidades-sede se preparava para o Mundial. A cada resposta do Marcelo, meu peito se comprimia. Não há repórter blindado a isso.
Foto: Lauro Alves
Fonte: Na Beira da Copa

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Outro nome para outro sexo

A troca de nome pode ser a última etapa de uma longa jornada.

Você já ouviu falar em “transgênero”? E “crossdressing”? Ou talvez a primeira palavra remeta a algum tipo de pesquisa genética e a segunda a uma nova modalidade de carteira de investimento. Será?

O fato é que transgênero é uma palavra pouco conhecida, falada ou discutida. Mas nem tão difícil de decifrar. Gênero, sabemos, refere-se a duas polaridades: masculino e feminino. O “trans” na frente significa transição ou algo como “além de”, “através de”. Você pensou em travesti. Sim, o travesti é um dos grupos entre os muitos que a palavra transgênero engloba. Mas não só.

O crossdressing denomina a prática de outro grupo também pertencente ao que se pode chamar de transgênero. Esse grupo de pessoas se veste com roupas do sexo oposto, independentemente da orientação sexual seguir ou não essa tendência. Ou seja, numa definição simplista, podemos dizer: um homem – pode ser hetero ou homossexual – que se veste de mulher com frequência, e que faz disso um prazer e/ou um hábito, é um crossdresser.

E isso não é ser travesti? Não necessariamente.

Deu nó? Calma!

Pode-se afirmar que, atualmente, no Brasil, um crossdresser é pessoa bem informada, provavelmente de classe média ou alta, que se dá o direito de realizar essa transição entre gêneros. Quem já se transformou em ícone dessa espécie de movimento é o festejado cartunista Laerte Coutinho, autor de tirinhas como a “Piratas do Tietê” e com profícua trajetória artística. De uns tempos para cá, aos poucos, foi aparecendo publicamente trajando roupas e acessórios femininos. Hoje em dia e aos 60 anos, Laerte assumiu integralmente a sua condição de homem com identidade de gênero feminina. Nas entrevistas que concede à imprensa, ele afirma considerar que sua nova escolha se relaciona a um processo “autoexploratório”, de autoconhecimento, que pode também estar vinculada à dor de ter perdido um de seus filhos em um acidente de carro; momento em que – ele diz – “caíram todos os véus”.

Laerte ainda está “em processo”, mas ao apresentar-se socialmente como mulher, ao declarar que está se deparando com sua bissexualidade e aceitando-a, ou seja, ao tornar-se um crossdresser, ele se aproximou do universo de uma minoria bastante estigmatizada, e sem o mesmo poder de argumentação, articulação e atitude dos crossdressers: os travestis. Estes, em sua maioria, trazem na história de suas vidas episódios de abandono, violência, rejeição e prostituição.

Quando o tabu da virgindade era fortemente enraizado na sociedade brasileira – o que ainda é possível de se constatar nos rincões por esse Brasil afora –, uma menina que era “deflorada” fora do casamento ficava marcada para sempre. Era enviada a um parente distante, a um convento – passando-se por virgem – ou, destino tão cruel quanto os demais, era expulsa de casa. Muitas se tornavam prostitutas. Parece medieval, não? Pois é mais ou menos isso o que ainda acontece aos travestis. Em muitos casos, a inadequação sexual é marcada fisicamente por atrofia nos órgãos genitais. Pouca informação e muito preconceito cravam o destino dessas pessoas ainda na pré-adolescência.

Não é preciso, entretanto, se vestir com roupas do sexo oposto para tentar imaginar as demandas dessa minoria. Em 2008, a portaria nº 1.707 do Ministério da Saúde atendeu a uma dessas demandas ao instituir a realização do processo transexualizador, também conhecido como cirurgia de adequação do sexo ou redesignação sexual, no SUS – Sistema Único de Saúde. A cirurgia é como uma etapa final de um longo processo que envolve questões psicológicas e psicossociais, avaliadas e acompanhadas por psicólogos.

Aos que optam pela cirurgia e desejam a completude na identidade de gênero, ainda há outra etapa a concluir, também nada fácil: o processo legal para mudança do nome e do gênero nos documentos. Ora, uma vez que se tenha mudado de sexo, o nome – masculino ou feminino – já não corresponde à real personalidade de quem o carrega. Em respeito à sua identidade e a terceiros, a modificação de nome é um direito e um dever.

No Brasil, o caso que ganhou a mídia foi o da modelo Roberta Close. Operada em 1989, na Inglaterra, foram necessários 15 anos para que tivesse o direito à mudança de nome, de Luís Roberto Gambine Moreira para Roberta Gambine Moreira, e que pudesse colocar “feminino” no item “sexo”.

No Rio Grande do Sul, estado que se mantém na vanguarda quanto às questões de direitos de cidadania das minorias, recentemente, foi instituída a “carteira de nome social”, por meio da Secretaria de Segurança Pública, com o objetivo de garantir a identidade de gênero. Nela, travestis e transexuais utilizam o nome que pretendem usar após a efetivação do processo de adequação sexual. Essa carteira vale como documento nos postos de saúde e em demais serviços públicos estaduais.

Parece bonito viver em uma sociedade que se autodenomina “plural”. A construção dessa pluralidade depende do Estado, que tem o dever de resguardar os direitos e a dignidade de todos os cidadãos. Mas passa também por cada cidadão que vê, nos modos de vida e nas escolhas diferentes da sua, apenas isso: uma diferença.

A lingerie é dele – crossdressing



Muita coisa mudou no quesito vestimenta nas últimas décadas. Hoje mulheres podem usar muitas roupas antes designadas apenas aos homens sem ter grandes problemas com isso. O inverso é verdadeiro? Não muito. Menos ainda quando se trata delingeries femininas sendo usadas por homens. Torceu o nariz ao ler isso? Pois saiba que isso não só acontece, como é mais comum do que se imagina. E não se trata de orientação sexual ou identidade de gênero. É o “crossdressing”.

Na Austrália uma empresa especializada em “lingeries elegantes” para homens está tendo que expandir seus negócios online para poder atender a demanda cada vez maior em busca dessas peças intimas “diferenciadas”.


Chamada “HommeMystere”, a marca oferece peças com rendas e seda e calcinhas tipo tanguinha. Foi criada em 2008, quando Brent e Lara Krause perceberam que havia pouquíssimas opções para homens com esse fetiche. Além disso, até então os caras tinham que comprar suas peças em lojas de mulher, mas agora eles já sabem exatamente a onde ir, além de encontrarem peças com design “feminino”, mas feito para se adaptar ao corpo masculino. Hoje a empresa já entrega em mais de 30 países, incluindo Rússia, Canada e América – que responde por 40% das vendas da marca.
Nas imagens de divulgação da marca aparece um homem ao lado de uma mulher, o que pode confundir muita gente, que assume logo de cara que um homem que compra lingerie feminina é gay. Errado. Um questionário aplicado aos clientes da HommeMystere revelou que 90% dos clientes estavam em uma relação heterossexual. “Não nos importamos se você é gay, hétero, vegetariano, republicano, anglicano, marciano ou qualquer tipo de convicção. Nós só queremos desenhar e fabricar lingeries atrativas e de luxo para homens”, explicou Mr. Krause.
Ele, aliás, é um adepto da prática e conta em seu blog sobre a culpa que muitos homens sentem por terem escolhido usar lingerie, e espera que sua empresa continue lutando contra estereótipos sobre o que os homens podem ou não podem usar.
Pode parecer confuso, e é um pouco mesmo, mas crossdressing é diferente de transexualidade e drag queens. Segundo um material sobre identidade de gênero elaborado por Jaqueline Gomes de Jesus, doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília, enquanto a transexualidade é uma questão de identidade – o transexual se identifica como do sexo oposto ao dele – o crossdresser sente-se como pertencente ao gênero que lhes foi atribuído ao nascimento, mas frequentemente se veste, usa acessórios ou se maquia de maneira diferente daquela socialmente estabelecida para o seu gênero, sem se identificar como travesti ou transexual. Já os transformistas ou drag queens são artistas que se vestem, de maneira estereotipada, conforme o gênero masculino ou feminino, para fins artísticos, apresentações etc. Nenhuma dessas definições, no entanto, define orientação sexual. Nem toda mulher transexual vai se relacionar sexualmente com homens, nem todo crossdresser é gay (a maioria dos crossdressers, aliás, é homem hétero) e assim por diante.
Via: http://juliapetit.com.br/moda/aumenta-busca-de-lingeries-masculinas-pratica-e-conhecida-como-cross-dressing

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Crossdressers – quando o feminino pede espaço num corpo masculino

“Ninguém nasce mulher, aprende-se a ser.”
A máxima da filósofa francesa Simone de Beauvoir não serve apenas para as que nasceram biologicamente mulheres.
Muitos homens, ao longo da vida, vão ter necessidade de expressar uma identidade feminina que se manifesta sobretudo na aparência.

 Desde pequeno, nas primeiras lembranças da infância, Geraldo sabia que parte de sua personalidade era mulher. “Fui educado para ser um heroi masculino e nunca me adequei. É muito difícil para um homem aceitar que não se enquadra nas tradições e no que se espera dele”, afirma. Hoje, a identidade feminina de Geraldo, 58 anos, é Letícia Lanz. “Não sou homem nem mulher. É uma questão de expressão.”


Letícia, que atende também por Geraldo, é casada há 35 anos com uma mulher que detesta maquiagem. Alterna as identidades, conforme a necessidade de expressão que está sentindo, e abomina o abismo que existe entre os gêneros. É preciso deixar clara a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual. Identidade de gênero é o sentir-se homem ou mulher; nada ter a ver com a orientação sexual. No caso, Geraldo-Letícia tem um corpo biologicamente masculino e é heterossexual. “Encontrei essa mulher fantástica. Ter achado uma pessoa assim me deu possibilidade de expressar de maneira diferente”, conta.

A mulher de Letícia, A. D., tem 58 anos e é psicóloga. Conta que, quando o marido teve uma crise e saiu de casa, há seis anos, ela achou que ele estava com outra, até que conversaram. “Meu marido não tem outra, ele é a outra. Fiquei tranqüila”, diz, com bom humor. Foram necessárias muitas conversas e leitura de artigos e livros para que A. entendesse melhor o parceiro. Letícia começou a se travestir em casa e ir aos encontros do clube de crossdressers, acompanhada pela mulher. “É divertido, mas não é fácil”, admite A. A grande preocupação era, como a da maior parte das mulheres de crossdressers, em como o travestismo viria a público.
Na época em que Letícia assumiu a identidade feminina, os três filhos do casal tinham 16, 13 e 11 anos. Na base do diálogo, aceitaram a expressão do pai. “Não negocio mais com meu desejo. O dia que eu preciso me expressar, me expresso”, afirma Letícia. O ambiente de respeito e confiança foi estabelecido com muita conversa e empatia. “Tem dia que me incomodo na intimidade, tem dia que não. Não é algo que eu sempre estou a fim. Mas procuro não interferir”, diz A. Nos encontros do clube, A. muitas vezes era a única esposa presente, ainda que outros crossdressers levassem amigas. E ela é feliz? “Nesse tempo todo que a gente está junto, eu faria tudo de novo”, garante, e afirma que prefere a abertura e honestidade que tem na relação com o marido a um casamento sem essa transparência.

A internet foi fundamental para que muitos crossdressers e travestis tivessem mais informação sobre a necessidade interior de se vestir com roupas femininas, e passassem a compreender melhor o conceito de identidade de gênero. “Quando está travestido, o crossdresser é uma identidade feminina, mesclada com identidade masculina, que fica como pano de fundo da personalidade. Porque ele precisa manter e aceitar seu genital”, afirma Ronaldo Pamplona, autor do livro Os Onze Sexos. “A maioria dos crossdressers conta para a mulher depois de um bom tempo de relacionamento. Algumas mulheres por um período acham que o marido é bissexual. Mas com orientação correta, os dois têm claro que o assunto é outro, e que isso não vai desaparecer com psicoterapia”, afirma. Segundo Pamplona, embora haja casos em que o casal se separa, muitas mulheres, com cabeça mais aberta, acabam aceitando.

Aprender a ser mulher
Quando entende e aceita os aspectos femininos da sua identidade, o crossdresser em geral busca apoio para construí-la. “O eixo principal é a informação – ter alguém que consiga entender o que é o fenômeno”, afirma Pamplona. O crossdresser tem uma mulher dentro que nunca apareceu, que não foi menina, não foi adolescente. Ao acessar informações na internet e em grupos, ela ganha espaço social e vai se tornando cada vez mais feminina. Foi o que fez o cartunista Laerte Coutinho, que se vestiu de mulher pela primeira vez em 2009. A travestilidade veio com reflexões e descobertas decorrentes de uma crise pessoal. “Faz parte do processo de busca. Também corresponde – assim como modos de desenhar e produzir histórias – a antigos movimentos meus, de quando era criança ou adolescente”, afirma ao relacionar o crossdressing a uma inquietação de gênero. “Às vezes uso um elemento ou outro, às vezes me maquio, às vezes uso peitos. Varia muito, segundo o dia, a hora, o momento, o humor”. Para a namorada e os filhos, o processo de contar e familiarizar-se tem sido tranquilo, fora um ou outro momento de tensão ou estranhamento.

Ao estudar o crossdressing, a doutora em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Anna Paula Vencato, defendeu em 2009 a tese “Existimos pelo prazer de ser mulher: uma análise do Brazilian Crossdresser Club”. Em seu trabalho, ela defende que “o crossdressing é uma montagem feita para momentos específicos e não para 24 horas por dia, 7 dias por semana”. Segundo Vencato, a maior parte das esposas aceita desde que os maridos não tornem o crossdressing público para familiares, filhos e amigos, ou façam modificações corporais como as induzidas por hormônios femininos. Em sua pesquisa, ela detectou que as relações com família e trabalho tendem a ser protegidas do conhecimento do crossdressing, em especial com relação aos filhos. “O medo de perdas sociais e econômicas está sempre implicado no contar ou não que se montam”, afirma. O fato é que o crossdresser é a mesma pessoa que era antes de tornar público o fato. Histórias como a de Letícia e de A. comprovam que fora do armário, a vida pode ser mais feliz e tranquila.

Fonte:http://delas.ig.com.br/crossdressers+quando+o+feminino+pede+espaco.html

Saiba como corrigir Maquiagem Borrada

Um pesadelo para qualquer uma é a maquiagem borrada,e o pior é que quando acontece, justamente, naquela hora mais imprópria…
Quando a maquiagem já estava, praticamente, pronta, ou quando estamos atrasadas e, pronto, um borrão para estragar tudo!
Mas calma…nem tudo está perdido, embora, nem sempre seja tão simples, na pressa, arrumar pequenos erros sem comprometer a produção toda, dá sim para salvar a maquiagem seguindo algumas dicas.
Se interessou?

Então, continue lendo e saiba corrigir a maquiagem borrada:

Portanto, nada de desespero, anote essas dicas para a próxima vez que se maquiar:
⦁ Sempre deixe para dar os toques finais da pele depois que os olhos e a boca já estiverem prontos, pois ficará mais fácil cobrir e fazer possíveis correções.
⦁ Antes de passar a sombra, aplique uma camada grossa de ⦁ pó facial sob os olhos, pois isso impede que a sombra penetre diretamente na pele, e se acontecer da sombra cair, bastará removê-la com um pincel.
Sombra
Se a sombra borrar…nem pense em usar o demaquilante, pois irá remover toda a maquiagem que há por baixo, além das olheiras ficarem mais escuras que o restante da pele, aí terá que repetir tudo novamente.
Desde o primer, a base, o corretivo e/ou outros produtos que já estavam na pele, por isso, em caso de erro…nada de demaquilante!
Sobrancelha
Se ao maquiar a sobrancelha, exagerar e a deixar muito artificial, super marcada, basta com um cotonete, retirar o excesso de produto.
Depois, com uma escovinha de sobrancelha (ou de dentes), vá penteando a sobrancelha até ficar natural.
Máscara de cílios
Se os cílios borrarem… A dica é simples: aplicar um pouco de primer em um cotonete e passá-lo com cuidado sobre a tinta da máscara.
E para não correr o risco de manchar a pele, ao passar a máscara, varie os pincéis.
Por exemplo, nos cílios superiores, utilize pincéis com cerdas grossas, que alongam e dão volume, nos de baixo, prefira os pincéis de cerdas mais finas e delicadas, pois, assim, será muito menor o risco de sujar a pele com o produto.
Delineador
Para não correr o risco de borrar ao aplicar o delineador, faça o traço com lápis antes e, depois, aplique o delineador por cima, assim, caso não saia como o desejado, bastará removê-lo com cotonete.
Outra dica é optar por delineadores à prova d’água, pois, se borrar será só removê-los com um demaquilante bifásico, e nem pense em aplicar bases ou corretivos em cima da mancha, pois o resultado não vai ficar legal!
Blush exagerado
É muito comum, às vezes nos empolgamos e quando vamos ver…exageramos na cor.
Ok, quando isso acontecer, não se desespere, é só retirar o excesso do produto com um lencinho de papel, depois, aplique uma camada de pó facial por cima do blush e, pronto!
Batom
Se errar no batom, no entanto, não tem jeito, as manchas de batom precisam ser tiradas com desmaquilante mesmo.
Mas muita calma nessa hora, passe só uma pequena quantidade do produto em um cotonete e friccione sobre a pele.
Uma dica é sempre aplicar o batom do mesmo lado, mantendo seu formato anatômico original, pois, ao utilizá-lo dos dois lados, a ponta ficará arredondada e mais difícil na hora de aplicar o batom nas curvas da boca, o que aumenta as chances de errar.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Matrimonio - CONTO

Aconteceu há três meses atrás.
Adoro viajar, mesmo sozinho, e desta vez eu tinha ido para a Rússia. São Petesburgo, uma cidade linda.
 Em um dado momento descobri um circuito de corrida de cavalos, um de meus poucos vícios, acabei indo conhecê-lo. Adoro apostar em corridas, adoro ainda mais uma barbada. Mas se a sorte não ajuda, o dinheiro uma hora acaba. Meus problemas começaram no terceiro dia em que eu fui ao circuito. Ouvi algumas pessoas comentando sobre uma barbada, um páreo garantido. Analisei os números, a paga seria muito boa. Ouvi mais de um grupo de pessoas comentando a mesma coisa, a confiança aumentou. Eu estava praticamente sem dinheiro, acabei cedendo à tentação e peguei um empréstimo com alguns sujeitos que estavam sempre por ali. Seria fácil pagar depois, e eu poderia continuar a viagem bancado pelo dinheiro do prêmio.
 O plano tinha uma única falha, meu cavalo perdeu a corrida e chegou em segundo. Fiquei assustado, sem dinheiro suficiente para pagar minha dívida. Tentei explicar. Eles não aceitaram, foram bruscos, me ameaçaram. Se o dinheiro não aparecesse logo, eles iriam desaparecer comigo. Sem dinheiro eu não poderia fugir. Não sabia o que fazer, fiquei apavorado. Um senhor tinha visto a situação, a gente já tinha conversado antes. Ele sempre me tratou bem, sempre sorridente, me dava muita atenção. Ele veio conversar comigo, foi super compreensivo. Sorrindo, ele disse que tinha gostado muito do meu jeito, e por isso ele estava disposto a pagar a minha dívida. Senti uma onda de alívio, uma luz no fim do túnel. Só tinha uma única condição. Claro que nesse momento qualquer coisa seria válida. Ele me olhou fundo nos olhos e disse que tinha gostado mesmo do meu jeito, tinha simpatizado muito comigo. A única condição seria um matrimônio. Nada muito espalhafatoso, só uma breve cerimônia civil. Eu não tinha entendido. Eu tinha entendido errado. Ele repetiu a condição. Mas como assim? Ele tinha gostado muito mesmo do meu jeito. Ele precisava de uma noiva. Não, claro que não, de jeito nenhum. Que história era aquela? Ele não perdeu a serenidade, me passou seu número e disse pra eu pensar à respeito. Peguei o número pra não ser rude, mas pensar à respeito coisa nenhuma. Saí puto da vida, procurei outros modos de arranjar um empréstimo.
Não consegui nada.
 O recepcionista do hotel mais tarde me disse que era um erro muito grande pedir empréstimos assim naquele país. Algo que eu já tinha aprendido. Cada vez mais apavorado fui ao meu quarto para pensar. Eu tinha muito medo quando peguei aquele papelzinho no meu bolso.
Liguei para aquele número.
 Ele parecia contente pela minha ligação. Perguntei se existia outro modo. Não existia. Eu não tinha outra opção. Aceitei sua condição. Feliz da vida, ele disse que seu motorista iria me buscar no dia seguinte para os preparativos. Gelei com aquela palavra. Preparativos? Tentei não pensar, afinal, eu só precisava esperar ele pagar meus credores, e eu poderia fugir sem problemas. Acabei pegando no sono. Acordei com o telefone. O motorista estava me esperando. Tudo aquilo era real mesmo. Ele me levou até um bairro, em uma casa onde uma esteticista trabalhava. Ela só falava russo, eu não entendia nada, mas ela pegou a minha mão e me conduziu. Demorei pra entender o que estava acontecendo, só pensava em como eu iria fugir dali. Ela começou a passar algo no meu rosto. Cremes, pinturas, cera no corpo. Quando ela trouxe os longos cabelos loiros para a extensão, tudo pareceu assustadoramente real. O processo durou umas três horas. O último toque foi o batom. Quando finalmente pude me olhar no espelho, fiquei chocado.
 Eu estava... feminino.
 Apavoradamente feminino. Até os cabelos pareciam naturais. Minha pele lisa, eu fiquei com praticamente nenhum pelo restante. Me esforcei pra nao chorar. Eu só precisava ter minha dívida saldada. Depois tudo isso acabaria. Ela me levou até a outra sala e começou a me vestir. Meia calça branca, luvas brancas, vestido todo branco. Véu. Saltos brancos. Não faltou nada. Até mesmo o buquê. Eu não sabia o que era pior. A vergonha, ou o medo, mas pelo menos o problema maior seria resolvido. O motorista então me levou até uma grande casa mais reservada. Lá fui conduzido até uma salinha. Foi difícil caminhar com os saltos, sentindo a calcinha entrando onde não deveria. A porta se abriu. Meu benfeitor estava lá devidamente vestido.
Meu noivo.
Ele sorriu, muito satisfeito quando me viu. Fiquei mais vermelho ainda. Foi a primeira vez que ele pegou em minha mão, de forma bem gentil, e me conduziu até a mesa onde o escrivão aguardava. Foi uma cerimônia rápida, ele respondeu sim olhando nos meus olhos. Gaguejei. Não tinha saída, não tinha outra opção. Finalmente respondi que sim. Terminada a cerimônia o escrivão se foi e ele, como dita a tradição, me levantou e me carregou subindo as escadas.  Carregado por um homem.
Me senti mais feminino ainda, fiquei mais vermelho ainda. Perdido, sem saber o que fazer. Como me comportar. Passamos por uma porta, eu via algo no olhar dele, até que ele me pousou em uma cama. Em uma cama. A parte do acordo que eu não tinha pensado.
 Ou não queria pensar. Ele me deitou, me senti completamente perdido, mil coisas em minha cabeça, quando ele se deitou ao meu lado e beijou meus lábios pela primeira vez. Foi um beijo intenso, forte. Fiquei mais perdido ainda. Senti suas mãos em meu corpo, seus beijos apaixonados. Carinhosos. Uma mordiscada em meus lábios. Tudo indo longe demais. Seus lábios beijando meu pescoço, lambendo. Sentindo seu peso sobre mim, enquanto ele deitava gentilmente entre minhas pernas. As coisas aconteciam e eu não tinha tempo de pensar, compreender. Era a minha noite de núpcias, mas... Mais beijinhos no pescoço. Meu novo marido era tão gentil. Beijinhos, carícias. Senti meu vestido sendo levantado. Sua mão acariciando minhas coxas, a outra meu rosto. Uma mordiscadinha na minha orelha. Tudo indo longe demais. Ele se ajeitando melhor entre minhas pernas. Beijando, mordiscando meus lábios. Sentindo seu peso. Ele gentilmente me conduzindo a virar. Eu não queria virar. Virar não. Mas me deixei conduzir. Como uma boa noiva, pensei envergonhado. Ele me deitou de bruços. Senti meu vestido sendo aberto. Se afastando. Me senti exposto, semi nu. Com medo. Eu tinha que sair correndo. Eu tinha que fazer algo. Não era pra ser assim. Beijinho na minha nuca. Eu tinha que fazer algo. Uma mordiscadinha na minha nuca, sentindo seu peso pousando sobre mim. Sua língua lambendo minha orelha, minha nuca. Algo. Senti algo. Duro, algo volumoso. Tocando o meu bumbum. Queria dizer algo, protestar. Mas senti o volume se afastando. Ainda bem.
 Mas senti os beijinhos descendo. Pelas minhas costas. Mordiscando minhas costas. Beijando, lambendo. Descendo mais. Ai, eu precisava fazer alguma coisa. Alguma. Os beijinhos descendo mais. Ai eu... eu precisava. Beijinhos no meu bumbum. Ficando mais confuso ainda. Beijinhos. Uma mordiscada no meu bumbum. Saiu um gemido de dor sem querer. Ele gostou. Eu não queria pensar. Não queria pensar no que estava acontecendo. No que ia acontecer. Senti suas mãos acariciando minhas costas. Seus lábios mordendo minha calcinha. Puxando. Afastando ela pro lado. Me senti exposto, vulnerável. Indefeso. Ui. Um beijinho bem no meu anel. A confusão aumentando. Imóvel. Ui. Outro beijinho. Meu anel reagia de um modo estranho. Parecia que... Ui. A... a língua. A língua dele começou a se mover. Lamber. Deslizar no meu anelzinho. Ui. Era uma sensação... estranha. Meu anelzinho relaxava. Mas contraia. Ai. Era... Eu não sei. A língua dele. Ui. Entrando. Meu bumbum acabou empinando sozinho. Sozinho. Juro. Não adiantava mais tentar esconder meus gemidos. Ele já tinha percebido. Sua língua continuou o tratamento no meu anelzinho por um bom tempo. Acho que ele estava apreciando sua nova posse. Sua nova esposinha.
Senti a língua parando, um beijinho suave no meu anelzinho. Envergonhado porque uma pequena parte de mim queria que o tratamento continuasse. Mas aliviado. Por poder voltar a pensar direito. Por poder colocar minha cabeça em ordem. Foi quando senti algo geladinho. Ui. Algo geladinho sendo espalhado no meu anelzinho. Seus dedos deslizando. Espalhando. Eu sabia o que ele estava fazendo. Eu não queria admitir pra mim mesmo. Mas eu sabia. Depois de me lubrificar bem, senti ele virando meu corpo novamente. Me deixando de frente pra ele. Um enorme alívio. Cheguei a pensar que meu grande medo não iria acontecer, afinal. Alívio. Mas ele logo se deitou por cima de mim. Senti seu peso novamente, seus lábios no meu pescoço. Suas mãos começaram a abrir, levantar minhas pernas.
Meu medo voltou. Senti ele se posicionando em meio às minhas pernas. Eu ainda de meia calça, salto. Sentindo minha calcinha sendo afastada outra vez. Isso não podia estar acontecendo. Não podia. Senti algo procurando. Encontrando. Algo duro, inchado, grosso, tocando meu anel. Apavorei. Beijinhos no meu rosto. Vários beijinhos. Queria fugir, sumir. Mas meu corpo não se movia. Submisso. Como uma esposinha. Senti ele me segurando firme. Sussurrando algo em sua língua que não entendi no meu ouvido. Senti ele forçando. Cara de dor. Ele sussurrou algo, beijou meus lábios. Meu anelzinho virgem resistindo. Mas a lubrificação... os sussurros... os beijinhos... uma forçadinha mais... Nnnngggg... Dor... Meu anelzinho dilatando. Meu cabacinho cedendo. Sentindo meu marido, meu homem desvirginando meu cuzinho. Ele sussurrando no meu ouvido. Acho que pra me acalmar. Mas a dor. Os beijinhos. Meu cuzinho dilatando mais. Sentindo minhas preguinhas esticando, a tora do meu marido entrando. Sussurrando, me acalmando. A dor. Sentindo entrando mais. Sentindo cada centímetro. Meus olhos lacrimejando de dor. Beijinhos no rosto. Entrando mais. Não acabava nunca. Mais beijinhos, mais sussurros. Rezando pra acabar de entrar. Parecia ser enorme. A última investida. Um gritinho involuntário. Suas bolas tocando no meu bumbum. Meu corpo relaxando. O pior já tinha passado. Já tinha passado. Desvirginado. Pelo meu marido. Suado. Chorando. Sentindo seus beijinhos, suas carícias. Sua mão acariciando meu bumbum, seus lábios beijando os meus. Ele sussurrou algo em meu ouvido e senti ele saindo um pouco de dentro de mim. Entrando. Dor. Fiz não com a cabeça. Ele fez sim, sussurrou algo mais, saiu. Entrou. Fiz cara de dor. Fechei os olhos. Senti sua vara enorme saindo. Entrando. Não tinha mais volta.
 Desisti de lutar contra. Era melhor esperar tudo acabar.
 Saindo. Entrando. Cara de dor. Ele me segurando mais firme. Saindo. Entrando mais firme. Sua respiração aumentando. Meu cuzinho se adaptando. Dilatando cada vez mais. O prazer estampado na cara do meu marido. Beijinhos. Sussurros. Ui. Vermelho de vergonha. Um gemido tinha escapado. Saindo. Entrando. Saindo. Entrando. Sem parar. Ui. Meu corpo tremendo. Abrindo um pouco mais as pernas. Ai gemendo mais. Ai o que estava acontecendo? Saindo. Entrando. Abraçando meu marido. Meu homem. Sentindo sua rola enorme, grossa. Ai. Grossa. Gemendo. O que estava acontecendo comigo? Ele estava me comendo com gosto. Com força. Com sua vara. Deliciosa. Dizendo coisas no meu ouvido, entrando, saindo, me comendo sem parar. Eu gemia com vergonha, não queria admitir que... eu estava... gostando. Que meu cuzinho estava adorando. Que cada estocada me fazia sentir mais e mais feminina. Mais e mais esposinha. Delícia. Rola deliciosa. Homem delicioso. Meu corpo tremia a cada estocada. Meu homem, meu macho estava amando tudo aquilo. Amando ver a cara de prazer da sua esposinha. Beijou meus lábios, um beijo de língua delicioso. Abri mais as pernas, lambendo sua língua, gemendo com força. Logo ele passou os braços por baixo, levantou, me posicionando de franguinho, sem parar de me comer. Hummm... de franguinho. Sentindo a vara entrando fundo. Entrando gostoso. Meu cuzinho todo laceado, deflorado. Beijando meu homem, soltando gritinhos involuntários a cada investida. Após um tempo senti a vara saindo. Senti um vazio incômodo. Confusa. Confuso. Sem saber o que pensar. Sentindo meu corpo sendo virado. Minhas ancas sendo puxadas pra trás. Ai não. Ele estava me posicionando, me deixando de quatro. Ai, de quatro... Senti a cabecinha tocando meu cuzinho. Fiz cara de dor, me preparei. A vara deslizou pra dentro, quase sem resistência. Me assustei. Imaginei o tamanho que deveria estar meu cuzinho depois desse tratamento. Ele não perdeu tempo, segurou firme minhas ancas e começou a foder com gosto meu cuzinho. Doía um pouquinho mas... mas estava tão bom. Tão bom. Meus gritinhos saiam a cada estocada, cada vez mais femininos. Toda empinada, dando o cuzinho de quatro. Uma esposinha submissa, fiel. Gemendo. Uma esposinha feliz. Ai... estocadas mais fortes. Mais gostosas. Meu corpo... ai... tremendo... Uma sensação completamente nova. Ele estocando mais forte ainda. Mais. Abri a boca. A voz não saiu. Meu corpo... contraindo... meu anelzinho... contraindo... eu ia... eu estava... gozando... Um orgasmo me atingiu com força. Um grito afetado saiu da minha boca. Meu corpo tremeu inteiro. Convulsionando. Eu estava gozando. Gozando pelo cuzinho. Contraindo toda. Tremendo mais. Até cair com a cara no colchão, só o bumbum pra cima, sentindo meu marido continuando a deflorar meu cuzinho. Meu cuzinho completamente sem resistência. Corpo todo mole, não conseguia me mexer. Sentindo ele me comer por mais uns cinco minutos. Até ouvir um urro, uma enterrada firme, e meu macho me enchendo com seu leitinho. Sentindo o leite do meu marido dentro de mim. Sendo absorvido por mim. Meu marido deitando comigo de conchinha, beijando minha nuca. Feliz. Com uma esposinha feliz, exausta. Sussurrando no meu ouvido como tudo tinha sido maravilhoso. Que esposinha deliciosa eu era. Sorri sem jeito. Orgulhosa... ao mesmo tempo envergonhada. Ele sussurrou que meu tratamento hormonal começaria no dia seguinte. Que eu seria uma esposinha maravilhosa. Uma pequena parte de mim ainda tinha esperanças de escapar. Mas abraçada daquela forma e sentindo o leitinho do meu homem dentro de mim, eu sabia que minha vida como esposa fiel estava apenas começando.

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